É mais ou menos assim: você está lá, vivendo sua vida normalmente, até com um pique a mais. Faz várias coisas, vai a vários lugares, nem tem vontade de dormir. Aí muda a estação e você começa a ter... sono! Muito sono!
Começa a querer diminuir as atividades, ficar mais tranquila e... dormir! Um sono sem sonhos, negro, escuro, como se tivessem apagado você por algumas horas do mundo.
É o que eu chamo de sonho de Perséfone e começa depois que o outono chega. Pode ser logo depois, pode demorar um pouco, mas é batata! Uma hora o sono da Rainha do Submundo, no momento em que ela está lá com Hades, te pega!
E você dorme e aparentemente nunca é o suficiente.
O jeito é fazer algumas negociações: no momento, por exemplo, eu consigo ficar acordada aos finais de semana e durmo muito nas noites úteis. De chegar em casa do trabalho e encarar uma maratona de sono de 11 horas. Esperamos que seja somente por algum tempo, porque de noite também tem coisa pra fazer, não?
Esperamos mesmo que esse momento passe antes da chegada da primavera, hehehe.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Fim de semana lindo com show maravilhoso do Diary of Dreams.
Lua nova na segunda-feira. Algumas pessoas identificam movimentos de Perséfone na Lua Nova. Outras, na Lua Crescente. Lua Cheia será que caberia?
Acredito que esse aspecto lunar de Perséfone seja muito forte mesmo. Como deusa de mistério, está ligada ao nebuloso mundo lunar. Nesse post não tenho a idéia de fazer nenhum estudo aprofundado sobre o tema, porque no momento o tempo está curto, mas pela identidade da deusa, por seu histórico, a ligação com os mistérios de vida e de morte, sendo uma deusa jovem, ligada aos movimentos da natureza, acho justo dizer que Ela tem uma grande ligação com fases da lua.
Pra mim, Lua Nova e Lua Crescente são ideais para o trabalho de culto e também mágico com Perséfone. Lua Minguante também, se pensarmos que a deusa também tem em seus domínios de Destruição.
Vejamos alguns epítetos de Perséfone:
Karpophoros - Frutífera
Ctonica - Do Submundo
Leptynis - Destruidora
Megala Thea - Grande Deusa
Prôtogonê - Primogênita
Sôteira - Salvadora
Hagne - Sagrada
Daeira - Sábia
Praxidikê - Executora da Justiça
Epaine - Temível
Os epítetos falam muito de quem é uma divindade. No caso de Perséfone, uma força que cria, destrói e ainda executa a justiça. Uma deusa salvadora e, ao mesmo tempo, temível. Uma deusa de lua nova (começo), lua crescente (crescimento) e lua minguante (fim). Nunca trabalhei a deusa em lua cheia, mas acho que também pode ser, em caso de se trabalhar a energia de plenitude de uma criação (Frutífera).
Hoje é dia Dela. Lua Nova, segunda-feira (dia tradicionalmente dedicado ao trabalho com deusas lunares). Culto, trabalho mágico... boas obras para você nesse eterno ciclo de recomeços.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Primavera!
Estive fora uns dias de férias. É uma delícia passar alguns dias longe de tudo o que você está acostumado. Além de ser super divertido, claro!
A questão é que hoje é o primeiro dia de primavera. Dia que Perséfone volta do Hades para viver seu tempo na superfície. Sempre achei muito bonita a simbologia: na primavera, a seca acaba, começa a chover. A chuva fertiliza a terra e então a semente brota. Perséfone, filha de Zeus e Deméter.
Tem toda a história. A que atrela tanto Perséfone à mãe, Deméter, quanto ao marido, Hades. Cada um em um momento do ano. Mas acredito que podemos pensar um pouco na deusa em si mesma. Em sua energia de vida e morte, de morte na vida e de vida na morte.
Acredito que Perséfone seja difícil de se explicar. Também a energia que ela comanda. É uma deusa muito delicada e com um domínio essencial. Mas acredito (e são minhas crenças mesmo, não estou aqui nesse post escrevendo baseada em dados históricos e mitológicos) que seja assim a energia que gera vida: delicada, infinita, em constante transformação.
Em toda a natureza, os ciclos de vida e morte se fundem, como o símbolo do infinito, onde começa um, termina o outro, que recomeça tudo novamente. Pode uma planta e logo ela estará dando brotos onde você tirou uma parte morta dela. Deixe as folhas do outono na terra do jardim e logo essas folhas se tornam o alimento da terra, que alimenta a árvore, que produz mais folhas, tudo num movimento infinito de criação e destruição.
Como diz o Hino Órfico a Perséfone: apenas tu és vida e morte para os mortais que labutam,
Ó Perséfone, pois tu sempre nutres tudo e matas tudo também (tradução desse hino é da Alex, do Reconstrucionismo Helênico no Brasil)
Com os seres humanos é a mesma coisa, visto que nós também fazemos parte da natureza (dãããã). Por isso Perséfone é, pra mim, uma peça fundamental para os processos de morte e renascimento de todos os seres que habitam esse planeta.
E nesse momento do ano, ela sai da terra, resplandescente, linda, trazendo sua energia de renovação para a vida fora do nosso interior. Pra mim, é o momento do devoto de Perséfone utilizar a energia que emana da deusa para realizar tudo aquilo que ficou internalizando durante o período frio do ano. Nesse momento, com a presença de Deméter, que será a grande força da nossa colheita, mais pra frente.
É o momento Luz!
Desejo que todos aproveitem muito a primavera!
* as fotos deste post foram tiradas por mim em Buenos Aires.
domingo, 4 de setembro de 2011
Acredito que seja um bom momento para começar a escrever por aqui. Em poucas semanas, a primavera desabrochará no que muita gente chama Roda do Ano. O equinócio de primavera marca a volta de Perséfone do submundo, do tempo em que habitou o mundo avernal grego com seu consorte, Hades.
Ao lidar com a energia de Perséfone, nos últimos quatro anos, eu tenho sentido sempre esse pulsar quando setembro chega. É como se eu também estivesse saindo de dentro da terra. Tenho mais vontade de sair de casa, minha cabeça começa a fazer planos, eu me torno mais comunicativa...
Então nada melhor que começar essa conversa no mês de setembro. Mesmo porque quem sabe o que vai acontecer quando o outono chegar, não é?
;)
Ao lidar com a energia de Perséfone, nos últimos quatro anos, eu tenho sentido sempre esse pulsar quando setembro chega. É como se eu também estivesse saindo de dentro da terra. Tenho mais vontade de sair de casa, minha cabeça começa a fazer planos, eu me torno mais comunicativa...
Então nada melhor que começar essa conversa no mês de setembro. Mesmo porque quem sabe o que vai acontecer quando o outono chegar, não é?
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